O Santo do Dia.

 

18 de Julho

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São Frederico,

Bispo e Mártir

(+ Holanda, 838)

 

Bispo de Utrecht, na Holanda, esforçou-se para eliminar os restos de paganismo e idolatria ainda existentes na região. Censurou publicamente os escândalos dados pela imperatriz Judite, segunda esposa do imperador Luís, o Bonacheirão. Consta ter sido ela que, rancorosa, encarregou dois assassinos de apunhalar o Santo.

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Santo Arnolfo de Metz
582-641

 

Arnolfo nasceu em Metz, na antiga Gália, agora França, no ano 582. A sua família era muito importante, cristã, e fazia parte da nobreza. Ele estudou e se casou com uma aristocrata, com a qual teve dois filhos. A região da Gália era dominada pelos francos e era dividida em diversos reinos que guerreavam entre si. Isso provocava grandes massacres familiares e corrupção.
 

Um desses reinos era o da Austrásia, do rei Teodeberto II, para o qual Arnolfo passou a trabalhar. Mas quando o rei morreu, todos os seus descendentes e familiares foram assassinados a mando do rei dos francos, Clotário II, que incorporou a região aos seus domínios.
 

Era nesse clima que vivia Arnolfo, um homem de fé inabalável, correto e justo. O rei Clotário II, agora soberano de um extenso território, conhecendo a fama da conduta cristã de Arnolfo, tornou-o seu conselheiro. Confiou-lhe, também, a educação de seu filho Dagoberto, que se formou dentro dos costumes da piedade e do amor cristão. Tal preparo fez de Dagoberto um dos reis católicos mais justos da história, não tendo cometido nenhuma atrocidade durante o seu governo.
 

Além disso, o rei Clotário II nomeou Arnolfo bispo de Metz, que acumulou todas as atribuições da Corte. Uma bela passagem ilustra bem o caráter desse homem, que mesmo leigo se tornou um dos grandes bispos do seu tempo. Temendo não ser digno do cargo, por causa dos seus pecados, atirou seu anel no rio Mosela, dizendo: "Senhor, se me perdoas, faze-o retornar". O anel retornou dentro do ventre de um peixe. Essa tradição cristã ilustra bem a realidade de sua época, onde era difícil não pecar, especialmente para quem estava no poder.
 

Naquele tempo, as questões dos leigos e do celibato não tinham uma disciplina rigorosa e uniforme dentro da Igreja, que ainda seguia evangelizando a Europa. Arnolfo não foi o primeiro pai de família a ocupar tal posto nessa condição. Como chefe daquela diocese, Arnolfo participou dos concílios nacionais de Clichy e de Reims. Mais tarde, seu filho Clodolfo tornou-se bispo e assumiu a diocese de Metz, enquanto o outro, chamado Ansegiso, tornou-se um dos primeiros "mestres de palácio" da chamada era carolíngia.
 

Depois de algum tempo, Arnolfo abandonou o bispado e o cargo na Corte para ingressar no mosteiro fundado por seu amigo Romarico, outro que havia abandonado a Corte e o rei. Assim, de maneira serena, Arnolfo viveu o resto de seus dias, dedicando-se às orações, à penitência e à caridade.
 

Arnolfo morreu no dia 18 de julho de 641, naquele mosteiro. Assim que a notícia chegou em Metz, os habitantes reclamaram-lhe o corpo, depositando-o na basílica que adotou, para sempre, o seu nome.

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Beata Teresa e Companheiras, virgens e mártires

(1752 - 1794)

 

Teresa de Santo Agostinho, O.C.D (nascida Madeleine-Claudine Ledoine; Paris, 1752 - 1794), foi uma religiosa carmelita descalça, priora do Carmelo da Santíssima Encarnação, em Compiègne, França; guilhotinada com as demais dezesseis religiosas carmelitas descalças do Monastério. Quando o Terror começou durante a Revolução Francesa, elas se ofereceram como vítimas sacrificiais para implorar a paz de Deus para a Igreja e seu país.

 

Presas e encarceradas em 24 de junho de 1794, elas continuaram a compartilhar sua alegria e fé com outras pessoas. Condenadas à morte por sua lealdade à Igreja, votos religiosos e devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria, foram guilhotinadas em Paris em 17 de julho de 1794 enquanto cantavam hinos e depois de renovar seus votos nas mãos da prioresa Teresa de Santo Agostinho.

 

Se não estiver bem informado sobre os mártires carmelitas, a Beata Teresa de Santo Agostinho e Companheiras († 1794), também conhecida como Mártires de Compiègne, são comemoradas hoje como virgens e mártires. Sua história foi narrada na ópera de François Poulenc, “The Dialogues of the Carmelites” (Os diálogos dos carmelitas), para a qual Georges Bernanos preparou o libreto.

 

Em 1790, um decreto da nova República Francesa suprimiu todas as comunidades religiosas, exceto aquelas que se dedicavam a ensinar e cuidar dos doentes. Era necessário provar ao governo que elas eram úteis e que algo estava sendo feito para o bem comum.

 

Em julho de 1794, dezesseis freiras foram presas sob a acusação de continuar com seu modo de vida ilícito. As freiras eram “inimigas do povo porque conspiravam contra seu governo soberano”. Em 17 de julho de 1794, as freiras foram levadas ao local da execução, enquanto todas cantavam a “Salve Regina” e o Te Deume recitavam orações pelos moribundos.

 

Madre Teresa de Santo Agostinho e suas companheiras foram beatificadas em 1906, como as primeiras mártires da Revolução Francesa. Dizem que elas disseram: “Somos vítimas do tempo e nos oferecemos como sacrifício para obter o retorno de Deus”.

 

Teresa e suas companheiras foram beatificadas em Roma no dia 13 de maio de 1906 por São Pio X e atualmente está a decorrer o processo para a canonização equipolente. Sua memória é celebrada no dia 18 de julho.

 

Fonte: https://fradescarmelitas.org/beata-teresa-de-s-agostinho-e-companheiras/