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Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá.

 

“Que as almas que buscam a perfeição glorifiquem de maneira especial a Minha Misericórdia, porque a liberalidade das graças que lhes concedo decorre da Minha Misericórdia. Desejo que essas almas se distingam por uma ilimitada confiança na Minha misericórdia. Eu mesmo Me ocupo com a santificação dessas almas: Eu lhes fornecerei tudo o que for necessário para a sua santidade. As graças da Minha Misericórdia colhem-se com um único vaso, - que é a confiança. Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá. Grande consolo Me dão as almas de ilimitada confiança, porque, em almas assim derramo todos os tesouros das Minhas graças. Alegro-Me por pedirem muito, porque o Meu desejo é dar muito, muito mesmo. Fico triste, entretanto, quando as almas pedem pouco, quando estreitam os seus corações.” (Diário de Santa Faustina, 1578).

 

O que mais me faz sofrer é quando me encontro com a falsidade. Agora Vos compreendo, Salvador meu, por terdes repreendido tão severamente os fariseus pela hipocrisia. Procedestes mais bondosamente com pecadores empedernidos, quando recorriam a Vós com contrição. (Diário de Santa Faustina, 1579).

 

Durante a Santa Missa, vi Jesus pregado na cruz. Ele disse: - Minha discípula, demonstra grande amor para com aqueles que te infligem sofrimentos, faz o bem àqueles que te odeiam. – Respondi: “O meu Mestre, estais vendo que não tenho sentimento de amor para com eles, e isso me preocupa.” - Jesus me respondeu: O sentimento nem sempre está em teu poder. Conhecerás que tens amor, se, depois de experimentar dissabores e contrariedades, não perderes a calma, mas rezares por aqueles que te fizeram sofrer e se lhes desejares o bem. (Diário de Santa Faustina, 1628).

 

Deves saber, filha Minha, que entre Mim e ti existe um abismo insondável, que separa o Criador da criatura, mas esse abismo será preenchido pela Minha Misericórdia. Elevo-te até Mim, não porque necessite de ti, mas, unicamente por misericórdia, concedo-te a graça da união. (Diário de Santa Faustina, 1576)

 

Diz às almas que não impeçam a entrada da Minha Misericórdia nos seus corações, pois Ela deseja tanto agir neles. A Minha misericórdia trabalha em todos os corações que lhe abrem as suas portas. E tanto o pecador como o justo necessitam da Minha misericórdia. A conversão e a perseverança são uma graça da Minha misericórdia". (Diário de Santa Faustina, 1577)

 

"Ó inconcebível bondade de Deus, que nos protegeis a cada passo, seja dada glória incessante à Vossa Misericórdia por não Vos terdes tornado irmãos dos anjos, mas dos homens; é um milagre do insondável mistério da Vossa Misericórdia. Toda a nossa confiança está em vós, Nosso irmão primogênito, Jesus cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. O meu coração estremece de alegria ao ver como Deus é bom para nós homens, tão miseráveis e ingratos; e, como prova do Seu amor, oferece-nos uma dádiva inconcebível, isto é, a Si mesmo, na Pessoa de Seu Filho. Esse mistério de amor nós não aprofundaremos pela eternidade Toda. Ó humanidade, por que pensas tão pouco, no fato de Deus se encontrar verdadeiramente entre nós? Ó Cordeiro de Deus, não sei o que primeiro admirar em Vós: se a Vossa mansidão, vida oculta, e aniquilamento pelo homem, ou se esse incessante milagre da Vossa Misericórdia que transforma as almas e as ressuscita para a vida eterna. Embora estejais tão escondido, a Vossa onipotência se revela aí mais que na criação do homem. E, embora o poder da Vossa Misericórdia, atue na justificação do pecador, a Vossa atuação é tão silenciosa, oculta." (Diário de Santa Faustina, 1584).


Hoje ouvi as palavras: No Antigo Testamento, Eu enviava Profetas ao Meu povo com ameaças. Hoje estou enviando-te a toda a humanidade com Minha Misericórdia. Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la estreitando-a ao Meu Misericordioso Coração. Utilizo o castigo apenas quando eles mesmos Me obrigam a isso, e é com relutância que a Minha mão empunha a espada da justiça. Antes do dia da justiça estou enviando o dia da Misericórdia. Eu respondi: “Ó meu Jesus, falai Vós mesmo às almas, porque as minhas palavras são insignificantes”. (Diário de Santa Faustina, 1588).